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O público idoso cresce a cada dia. Você personal trainer, como vai aproveitar essa oportunidade?

Estamos caminhando para ser uma nação de idosos.  E os números só comprovam esta afirmação. Hoje temos 22 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Na década de 2030 esse número será duplicado. Em 2040, a quantidade de indivíduos de 60 anos ou mais será maior do que os de zero a 14 anos. Em 2050 há grandes expectativas de o Brasil possuir 68 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e em 2060 os idosos serão 1 em cada 3 brasileiros.

Atualmente, quem chega aos 65 anos vive mais que o brasileiro médio: 17 anos, se for homem, e 20 anos se for mulher. Como se vê em 50 anos a expectativa de vida desse público mudou consideravelmente. Deu um salto de 55 para mais de 75 anos. E a probabilidade de vida ao nascer deverá ter um acréscimo de 6,8 anos para os homens e 5,9 anos para as mulheres até 2060. As informações são de 2010, data do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Os dados ressaltam ainda que a principal fonte de renda dos idosos de 60 anos ou mais é oriunda de aposentadoria ou de pensão, equivalendo a 66,2%. Em idosos com mais de 65 anos essa porcentagem sobe para 74,7%. Do que recebem, muitos decidem investir no cuidado com sua saúde física.

Neste mesmo levantamento o IBGE mostrou como será a transformação radical do topo da pirâmide etária, de 2013 para 2040 até 2060. A previsão é que em 2060 o Brasil terá 5 milhões de pessoas com mais de 90 anos. Ou seja, a redução da população será acompanhada de um acelerado envelhecimento. Já o grupo de mais de 65 anos será mais de um quarto (26,7%) dos brasileiros em 2060. Em 2013 ele representava 7,4%.

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Em sexto lugar

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a estimativa é que o País fique em sexto lugar em número de idosos em 2025, quando atinge a marca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. “O envelhecimento populacional está se desenrolando em um ritmo mais rápido nos países em desenvolvimento, como o Brasil, que nos desenvolvidos”, revela Ana Amélia Camarano, técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

O dinamismo desse contingente populacional tem uma explicação.

Segundo Yacine Guellati, assistente de pesquisa do Ipea, o envelhecimento da população brasileira vem ocorrendo desde 1980 e surge como uma tendência social até 2035. “Isso ocorre por dois fatores principais: o aumento da expectativa de vida e a queda da taxa de fecundidade”, explica.

Guellati completa que a taxa de fecundidade no País começou a diminuir a partir do ano de 2005. No Censo de 2010 (o mais atual), constatou-se 1,9 filho por mulher e, segundo o técnico do Ipea, a percentagem continuou a cair nos anos seguintes.

Números sempre crescentes

No seu livro ‘História do Futuro’ a jornalista Míriam Leitão entrevistou diversos especialistas em demografia e descobriu que a taxa de vida no País sempre foi crescente, continuando até hoje. De acordo com os entrevistados o indivíduo vivia no máximo até os 30 anos no início do século XX, 50 anos em 1950, e ao no final do século, vivia até os 66 anos. Durante todo o século a expectativa de vida das pessoas foi ascendente, aumentando em mais de 35 anos.

O IBGE completa a informação lembrando que os números foram sempre favoráveis à expectativa de vida do brasileiro. O Instituto destaca que em 2050 a quantidade de pessoas com 80 anos ou mais vai quadruplicar, saindo de 3 milhões em 2010 para 13 milhões. E a perspectiva de vida continuará aumentando para além dos 81 anos já definidos para 2060 pelo próprio Instituto. 

O que fazer 

Além de observar o crescimento constante da população idosa, o Ipea constatou outra realidade que requer atenção dos familiares e, principalmente, dos profissionais de saúde que atuam diretamente na manutenção da qualidade de vida desse público.

Segundo o Instituto, em 2020 serão cerca de 4,5 milhões de idosos com dificuldades para as atividades diárias. “Por isso, é urgente pensar uma política de cuidados de longa duração para a população idosa brasileira”, alerta a técnica do Ipea, Ana Amélia Camarano.

Já para Míriam Leitão é necessário prevenção e conhecimento do perfil do idoso a fim de preservar e prolongar a sua vida. “O País precisa se preparar e mudar hábitos, atitudes e mentalidade sobre a vida e a velhice. São muitos idosos, mas será que todos têm uma vida realmente ativa? No futuro haverá mais idosos, saudáveis e felizes, se o Brasil souber se preparar para o desafio do envelhecimento da população.”

Precisa-se de Profissionais 

Se somos um País que envelhece em passos largos, é plausível que os idosos de hoje, os de amanhã e os do futuro precisarão de profissionais que contribuam para a manutenção e prevenção de sua saúde, levando-os a uma melhor qualidade de vida.

Mas quais seriam esses profissionais aptos para atender essa demanda cada vez mais crescente? No Brasil existem diversas especialidades voltadas ao segmento, entre elas o Gerontólogo.  Para Jorge Félix, especialista em economia da longevidade e mestre em Economia Política pela PUC-SP, essa é uma profissão em constante ascensão, apesar de muitos caracterizá-la como puro altruísmo.

“Embora ainda exista muito desconhecimento da profissão, aos poucos, a Gerontologia tende a perder seu caráter único de filantropia, para estabelecer-se como uma carreira estratégica dentro das organizações, por sua formação multidisciplinar, ou cristaliza-se com o empreendedorismo, a inovação do social business”, explica.

Jorge Félix destaca ainda dois exemplos que revelam o quanto a carreira é promissora no Brasil: o crescimento de cursos de graduação e pós-graduação no segmento; e o investimento de empresas brasileiras na contratação de Gerontólogos em suas diversas áreas de atuação, como gestão de programas de qualidade de vida e atendimento ao idoso em instituições.

Mas com um cenário bastante favorável, pela própria lógica demográfica, há outras profissões na área de saúde com perspectivas positivas em se fortalecer no mercado de atendimento à população idosa. O Educador Físico é um exemplo, segundo Vicente Paulo Alves, professor de Mestrado em Gerontologia na Universidade Católica de Brasília. “Observa-se a importância e a eficácia desse profissional em sua atuação interligada e interdisciplinar, em prol da qualidade de vida do idoso, propiciando condições para o desenvolvimento de uma longevidade saudável”, avalia.

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Para a especialista em Geriatria e Gerontologia, Kátia Dias, há um imenso e promissor espaço para o Educador Físico. Porém ela orienta: “é preciso estar preparado para atender o público idoso. É preciso se capacitar para atender este público. Quando começamos a estudar os idosos, passamos a entendê-lo de maneira diferente e a prescrever de forma interdisciplinar”.

Kátia Dias estuda e trabalha com idosos há mais de 20 anos e revela que em congressos e seminários nos quais ela participa comumente os médicos destacam o quanto é importante para o idoso a prática de alguma atividade física, porém indicam, na maioria das vezes, fisioterapeutas para seus pacientes. “Está na hora de o profissional de Educação Física se qualificar, capacitar e mostrar a sua cara!”, alerta.

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