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Conheça excelentes exercícios para estimular a memória

Exercitar o cérebro é fundamental para mantê-lo em bom funcionamento. Quando observamos as diferenças entre alguns adultos idosos, podemos notar claramente que alguns possuem contrastante vantagem sobre os outros no que se refere à percepção, reflexos e ao funcionamento da mente de um modo geral.

Embora fatores genéticos também tenham influência nesse aspecto (como em praticamente tudo em nossos organismos), a questão comportamental também é responsável por definir o quanto alguém conseguirá manter sua memória ativa.

Se você tem uma boa genética, isso já é uma grande vantagem. No entanto, não significa que você não terá problemas. A predisposição para a boa memória certamente ajuda, mas hábitos nocivos à saúde podem simplesmente desperdiçar esse potencial. Ou seja, você nasce com a sorte de ter uma boa cabeça, mas acaba com essa vantagem cultivando maus hábitos. Em poucas palavras, podemos assim definir a situação de muitas pessoas e isso se aplica também à saúde de um modo geral.

Como funciona a nossa memória?

Entender como o nosso cérebro registra e guarda informações é fundamental para sabermos como evitar contribuir para a perda de memória. Desde que admitimos que o modo como vivemos define a qualidade do funcionamento de nossa memória, é importante empreender esforços para mantê-la ao máximo possível.

Superficialmente falando, temos três tipos de memória: a memória sensorial, memória de curta duração e memória de longa duração. A primeira se refere às informações que nos chegam através dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar) e leva, em média, dois segundos para ser processada, analisada, interpretada e arquivada pelo cérebro.

A segunda, a memória de curta duração, se refere às informações mais importantes e que demandam mais tempo para serem processadas. Podemos armazenar cerca de 7 memórias de curta duração em 30 segundos. Já a memória de longa duração contempla um espaço cronológico muito maior e nos permite resgatar vivências do passado.

Agora, procure imaginar: quantas informações nosso cérebro deve armazenar diariamente, quando incluímos os três tipos descritos? É bastante coisa! E apesar de o nosso cérebro conseguir absorver tudo o que vivenciamos, nosso consciente jamais conseguiria processar simultaneamente todas as informações, de modo que algumas memórias são armazenadas em um outro nível de consciência, chamado pré-consciente.

Este nível não é tão profundo quanto o subconsciente e nem tão superficial quanto o consciente. Permanece entre ambos e nele são armazenados memórias e conhecimentos que podem ser trazidos para a consciência quando necessário, isto é, quando o indivíduo assim o deseja.

Os problemas de memória acontecem quando há grande dificuldade para recuperar essas informações. Isso não significa que você não se esquecerá de algumas coisas. Informações mais recentes, importantes e marcantes são mais fáceis de se recuperar. O problema é quando há dificuldade de se recuperar essas informações que estão mais próximas da consciência, ou seja, que são mais recentes, marcantes e às quais conferimos maior importância.

O excesso de informações que temos que lidar atualmente aliado ao stress são verdadeiros inimigos da memória e, por isso, é fundamental recorrer a algumas técnicas e exercícios para mantê-la e garantir que o cérebro não relegue o dia a dia ao automático. Portanto, neste artigo serão indicadas excelentes alternativas de exercícios para a memória que você pode fazer rapidamente em seu dia a dia ou mesmo incluir em sua rotina através de alguns hábitos.

Leia um livro ou veja um filme e conte a alguém

Não se trata de encontrar um paciente ouvinte para que você relate todos os filmes aos quais assistir ou livros que ler. Porém, sempre que ver uma história interessante, conte a alguém sobre ela, tente relembrar o desenrolar da história e relatar, ao menos resumidamente a alguém. Consigo mesmo, você pode rever a história em sua mente e até anotar os pontos principais, certificando-se de que você se lembra deles.

Faça associações

Fazer associações é essencial para cultivar memórias. Por exemplo, imagine que você foi à praia, tomou água de coco, encontrou um amigo e depois foi ao banco fazer um pagamento. Dois meses depois, um cobrador lhe telefona dizendo que o débito não foi pago. Naturalmente, para que você se lembre se realmente fez este pagamento, pode utilizar fatores não relacionados a ele: “fiz o pagamento no dia que saí para ir à praia e encontrei fulano, até me despedi dele dizendo que ia ao banco”.

Portanto, sempre que desejar se lembrar de algo, busque também em sua memória fatores não relacionados à essa lembrança que você deseja recuperar. Procure se lembrar de outras coisas que ocorreram no dia em questão. Isso fará com que seu cérebro trabalhe para explorar registros “inativos” e trazer à tona o que estava adormecido.

Faça retrospectivas

Se você quer se lembrar de um determinado fato ou momento, busque fazer uma retrospectiva, ou seja, pensar de trás para frente no dia, mês ou semana em que aconteceu algo que deseja se lembrar. Isso permite que o seu cérebro ative fatos relacionados que trazem a memória ao presente. As associações são extremamente importantes para construir as lembranças e, sem elas, fica realmente difícil de conservá-las.

Jogos para o cérebro

O tradicional “jogo da memória” (também conhecido como jogo das diferenças) é um clássico exemplo de exercício para a memória que pode ser feito de uma forma divertida. Atualmente há versões digitais para o jogo, que antigamente era bastante comum em forma de cartas ou peças. O jogo possui peças que são pares e a tarefa do jogador é embaralhar as peças com a figura virada para o solo e ir descobrindo os pares sempre que for sua vez de jogar.

Como o jogo da memória, há as palavras cruzadas, o sudoku, o xadrez, o jogo da forca (e outros com palavras e letras) e inúmeras opções para garantir que o cérebro esteja em constante atividade de uma forma sem compromissos ou stress e muito divertida!

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