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Ao longo dos anos, a ciência vem tomando cada vez mais consciência dos benefícios do exercício físico na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos – e sua contribuição importante para um envelhecimento bem-sucedido. A atuação do PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA,  então, começa a ser vista não somente com fins estéticos, mas também como fator fundamental para se manter saudável ao longo dos anos.

Novas descobertas aparecem a todo momento para reforçar a importância de se ter conhecimento dos processos envolvidos no envelhecimento e da atuação do exercício físico nesses processos. Quero compartilhar com vocês um apanhado geral de um artigo muito interessante, que mostra como exercícios resistidos podem ajudar a REVERTER o envelhecimento dos músculos esqueléticos. No final desse texto vou disponibilizar o pdf do artigo para que você possa ter o estudo completo.

De acordo com o artigo, o envelhecimento humano está associado com atrofia do músculo esquelético e comprometimento funcional, resultantes do processo de sarcopenia. Múltiplas evidências sugerem, ainda, que uma disfunção mitocondrial é fator de maior contribuição para o aparecimento da sarcopenia.

O objetivo do estudo, então, foi avaliar se o envelhecimento saudável estava associado com um perfil de transcrição que refletia comprometimento mitocondrial e se o exercício resistido poderia reverter essa “assinatura mitocondrial” para um padrão que se aproximasse de uma idade fisiológica mais jovem.

É sabido que o envelhecimento humano é associado à atrofia muscular, fraqueza e comprometimento funcional e que se inicia na quarta década de vida com uma taxa de perda de cerca de 1% ao ano, acelerando a cada década que passa. Quadros de sarcopenia debilitante funcional afetam aproximadamente 7% dos adultos acima de 70 anos e mais de 20% das pessoas com 80 anos ou mais.

As causas do envelhecimento do organismo são complexas, e uma variedade de processos comuns tem sido implicada sem múltiplos tecidos como sendo envolvidas na condução do declínio de função visto com o aumento da idade.

Alguns fatores potenciais implicados no declínio funcional dos músculos incluem programação da morte celular (apoptose), estresse oxidativo, alterações na renovação de proteínas, inflamação, desregulações hormonais, desuso e disfunção mitocondrial.

Associações entre disfunção mitocondrial, acúmulo de deleções (perda parcial ou total de segmentos de cromossomos) no DNA mitocondrial e sarcopenia têm sido vistas em fibras isoladas do músculo esquelético de algumas espécies, incluindo os humanos.

De posse dessas informações, o estudo se baseou em biópsias do músculo esquelético de idosos saudáveis (n=25) e pessoas mais jovens (n= 26), homens e mulheres, os quais foram comparados usando perfil de expressão gênica e um subgrupo e um subgrupo dessas biópsias foram relacionadas a medidas de força muscular. Do grupo de idosos saudáveis, 14 pessoas foram selecionadas e tiveram amostras de músculo coletadas antes e após um programa de exercícios físicos resistidos que durou 6 meses.

Antes do programa de exercícios, os adultos mais velhos eram 59% mais fracos do que os mais jovens, mas após 6 meses de treinamento nos adultos mais velhos, a força aumentou significativamente a ponto de eles estarem apenas 38% mais fracos do que os adultos mais jovens. Além desse dado, observou-se que antes do treinamento o perfil do transcriptoma mostrou um dramático aumento na expressão de genes associados a função mitocondrial com a idade.

Contudo, ao longo do treinamento o perfil do transcriptoma com o envelhecimento reverteu a níveis similares aos de pessoa mais jovens para a maioria dos genes que eram afetados pelo envelhecimento e exercício físico.  A conclusão dos autores foi de que o envelhecimento leva a um comprometimento mitocondrial e enfraquecimento dos músculos, mas essa condição pode ser parcialmente revertida a nível fenótico e substancialmente revertida a nível do transcriptoma com a prática de exercícios físicos resistidos. Aqui está o link com acesso ao artigo completo:

Todas essas informações são altamente relevantes e chama atenção para o fato de que o PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA tem uma função importantíssima quando se pensa no processo de envelhecimento. Esse profissional precisa entender o processo de envelhecimento, seus efeitos no organismo e o que pode ser feito para que as perdas sejam minimizadas e as pessoas possam chegar à expectativa de vida com qualidade.

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