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Conheça os melhores exercícios para a memória

Há muito tempo deixamos de pensar que atividade física era algo que só contribuía com a aparência física do corpo humano e embora silhuetas esbeltas e músculos tonificados sejam o sonho de consumo de muita gente, o que é importante falar sobre a atividade física é que ela é fundamental para garantir a boa saúde durante a vida inteira, especialmente quando falamos a respeito de envelhecimento.

O processo de envelhecimento é natural e inevitável. Porém, envelhecer não significa ter que mudar o estilo de vida ou deixar de fazer aquilo que gostamos por limitações físicas e cognitivas. Na verdade, não só a ciência mas o idoso de hoje têm apresentado provas mais do que concretas de que envelhecer é, na verdade, uma questão muito relativa. Pessoas de 60 anos podem ter condições de vida diferentes, diretamente relacionadas ao estilo de vida que buscam levar.

O processo de envelhecimento

A estimativa de idade máxima do ser humano ainda é algo desconhecido. Isso acontece porque, até cerca de duas décadas atrás, acreditávamos que fomos feitos para viver até sessenta ou setenta anos, já que nossos antepassados chegavam a essa idade com muitas limitações e poucos passavam dela. Porém, o panorama mudou e atualmente o que vemos são pessoas absolutamente jovens, saudáveis e ativas com mais de cinquenta anos, com a vida inteira pela frente e aproveitando cada segundo, sem se queixar de problemas de saúde, dores ou outros.

Certamente, esta mudança se deve, em alguma medida, à conscientização em larga escala da importância de se cuidar ao longo de toda a vida, deixando de lado o sedentarismo e a alimentação desregrada e encontrando meios de praticar atividades físicas pelo menos três vezes por semana. Invariavelmente, pessoas que buscam se exercitar desde cedo, buscam ter uma alimentação saudável, baseada em uma dieta balanceada e rica em vitaminas e nutrientes dificilmente têm o seu processo de envelhecimento acelerado.

“Envelhecimento acelerado” é o que podemos atribuir à realidade do ser humano de antigamente, que sequer considerava poder viver tantos anos e com tanta saúde. Portanto, não há como discutir o quanto o exercício físico é benéfico à vida do ser humano. Agora, a grande questão que precisa ser compreendida pela sociedade como um todo é: os benefícios que a atividade física consegue proporcionar para a mente e isso também se aplica à capacidade de guardar e acessar memórias.

A atividade física como benfeitora da mente

Como a atividade física pode contribuir com a mente? Podemos começar citando fatores como a satisfação com o próprio corpo, a ausência de preocupação com a própria saúde, o convívio social que muitas atividades proporcionam e, principalmente, a atividade cerebral que ocorre durante o exercício.

Quando nos exercitamos, há um aumento da oxigenação cerebral, capaz de reduzir drasticamente as chances de se contrair doenças que podem comprometer a memória, como a hipertensão arterial, o diabetes e as alterações do colesterol. De acordo com a neurologista Carla Jevoux, essas doenças afetam a microcirculação cerebral e podem levar o indivíduo a desenvolver a perda da cognição.

A atividade física, de um modo geral, consegue estimular o cérebro a decorar técnicas e aprender novos movimentos e sequências, de modo a treiná-lo simultaneamente aos músculos. Isso permite que novas áreas sejam estimuladas, aumentando a atividade cerebral e permitindo um melhor fluxo de informações. A atividade física é ainda melhor quando o indivíduo sente prazer em praticá-la, pois o sentimento de bem-estar e prazer é um grande benfeitor da saúde.

Além da atividade física propriamente dita, é interessante mencionar que fazer o que se gosta, mesmo sendo apenas um hobby como ler, conversar e caminhar, estimulam a saúde do cérebro. Abaixo, conheça atividades recomendadas para a saúde da mente.

Dança

“Quem dança seus males espanta” nunca se mostrou ser uma afirmação tão verdadeira. De fato, a dança espanta diversos tipos de males, especialmente físicos e mentais. A dança permite o convívio social e a interação entre diferentes tipos de pessoas, o que já ajuda a evitar o isolamento, a depressão e a melancolia. Além disso, a necessidade de decorar passos e sequências em função de um ritmo musical exige que o cérebro permaneça em constante trabalho durante todo o tempo de atividade. É recomendada para pessoas de todas as idades e especialmente para idosos, já que pode ser de baixa e média intensidade.

Musculação

A musculação bem executada exige grande concentração. Afinal, você precisa fazer os movimento corretamente, estimulando músculos específicos ao mesmo tempo que conta séries e repetições. A musculação pode ser novidade para muitas pessoas que nunca foram adeptas de academias, mas com a ajuda de profissionais especializados é possível ter resultados excelentes, tanto para o corpo quanto para a mente.

Natação

A natação estimula o cérebro porque exige sincronia corporal em um ambiente que não é natural para o ser humano. Uma vez na piscina, os movimentos que fazemos para nos locomover, por exemplo, são diferentes daqueles que fazemos em terra, exigindo que o cérebro trabalhe em função deles. Além disso, a natação trabalha  bastante a respiração, o que é fundamental para a correta oxigenação do cérebro.

Atividades alternativas

É bastante comum que pessoas façam trabalhos manuais em casa. Um exemplo disso é a jardinagem, que exige que o indivíduo se levante e se abaixe e que utilize conhecimento para cuidar das plantas. O trabalho com a tesoura, por exemplo, também exige esforço muscular e cerebral e de modo algum atividades como essas devem ser desconsideradas.

Isso é válido especialmente para idosos, que embora não tenham uma rotina definida de exercícios em academias ou pistas de caminhada, passam o dia inteiro em atividades alternativas que exigem tanto do corpo quanto do cérebro. Além disso, é válido ressaltar novamente a questão do prazer e do entretenimento, que liberam hormônios benfeitores da saúde.

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